sexta-feira, 1 de abril de 2016

Projetos de Leitura - Doroteia, a centopeia


Projetos de Leitura - Doroteia, a centopeia


Este é um livro que não pode faltar na biblioteca da escola. Ele narra a história de uma centopeia chamada Doroteia que morava no canteiro de um jardim muito feliz com outros bichinhos. Porém, um dia ela apareceu triste e desanimada. O que teria acontecido?
Objetivos (para 3º, 4º e 5º ano do Ensino Fundamental)
- Ler em voz alta, com entonação adequada, observando a temporalidade e causalidade dos acontecimentos narrados.

- Localizar informações explícitas em texto literário.

- Localizar informações implícitas em texto literário.

- Ler, comparar e associar os gêneros em estudo, observando forma, conteúdo, estilo e função social.

- Reescrever, individualmente, o texto de acordo com as orientações dadas.

Objetivos (para 1º e 2º ano do Ensino Fundamental)
- Ouvir a leitura do livro feita pelo professor;

- Recontar a história ouvida;

- Reescrever, coletivamente, o texto de acordo com as orientações dadas.

- Dramatizar o livro Doroteia, a centopeia.

Prática de Oralidade
- Leitura oral do texto feita pela professora e/ou pelos alunos.

- Reconto oral da história lida;

Prática de Leitura
1. Quem era Doroteia?

2. Como andava Doroteia ultimamente?

3. Corrija as frases de acordo com os fatos narrados no texto:

a) Alguns amigos de Doroteia nem ligaram.

b) Ninguém descobria, mas todos adivinhavam o que Doroteia tinha.

c) Doroteia queria ver os amigos.

d) Ela usa sapatos novos que fizeram calos nos seus pés.

e) Ela anda de bom humor.

4. Indique o personagem que está falando nos diálogos abaixo:

a) "— O sorriso dela era tão doce, mas ela não sorri mais."

b) "— Quem sabe se ela não está doente?"

c) "— Ela anda de mau humor."

5. Qual foi a atitude dos amigos de Doroteia para resolver o problema?

6. O que o doutor Caracol disse quando Doroteia mostrou a língua e fez careta?

7. Como ela se sentiu?

8. Por que Doroteia ficou doente?

9. Em sua opinião, Doroteia tinha razão para estar mal-humorada? Por quê?

10. O que o médico receitou para resolver o problema de Doroteia?

11. Alguma vez você já usou sapatos apertados? Conte como foi?

Prática de Escrita

Você já descobriu o motivo pelo qual a Doroteia andava mal-humorada. Agora invente a continuação dessa história. Pense: o que poderia ter acontecido com ela na hora de comprar sapatos novos? Como Doroteia vai se sair usando os sapatos novos? A receita do doutor funcionou ou ela acabou ficando com mais calos nos pés?

Vocabulário

Pesquise no dicionário o significado das seguintes palavras:
a) canteiro:

b) resmungar:

c) implicava:

d) careta:

e) esquisito:

Prática de Análise da Língua
Antônimo  é uma palavra que tem significado contrário ao da outra.
Veja alguns exemplos:

A casa era grande.

A casa era pequena.

A palavra pequena tem sentido contrário ao da palavra grande.

A palavra pequena é antônimo de grande.

Nos trechos extraídos do texto, substitua as palavras em destaque pelos seus respectivos antônimos.

a) “Muitos insetos barulhentos e quietos.

b) “Todos muito ocupados. E muito amigos...”

c) “Quando acabava o dia.”

d) Era Doroteia, a centopeia, que antes era bem alegre e agora só sabia resmungar. Gemia e reclamava.

e) “Ele logo abriu a maleta:...”

Doroteia a Centopeia
    Todo dia parecia festa no canteiro do jardim.
     Muitas flores, de muitas cores.
     Muitos insetos barulhentos e quietos.
     Formigas, abelhas, besourinhos, borboletas, grilos, num corre-corre, num pula-pula, num voa-voa, prá lá, prá cá.
     É verdade que muitos estavam trabalhando, não viviam só brincando. Formigas carregavam folhas, abelhas faziam mel, aranhas teciam teias, minhocas cavavam túneis.
     Todos muito ocupados. E muito amigos...
     Quando acabava o dia, todo mundo se reunia.
     E era cada brincadeira, cada conversa, cada risada...
     Mas um dos bichinhos andava muito esquisito ultimamente.
     Era Doroteia, a centopeia, que antes era bem alegre e agora só sabia resmungar.
     Gemia e reclamava. Implicava e sumia.
     Não queria ver os amigos. Não queria saber de ninguém.                        
     E todos se preocupavam:
     — Que será que ela tem?
     Mas ninguém descobria. Mas ninguém adivinhava.
    — Ela anda de mau humor – disse a formiga Tita.
    — O sorriso dela era tão doce – disse a abelha Zizi –, mas ela não sorri mais.
    — Quem sabe se ela não está doente? – perguntou a Joaninha.
     E todos gritaram:
   — Isso mesmo! Vamos chamar um médico.
     Veio o médico. O famoso doutor Caracol, aluno do doutor Caramujo,  médico mais famoso ainda.
      Quando ele chegou perto, Doroteia botou a língua de fora e fez careta.
      Ele logo abriu a maleta:
      — Obrigado, assim posso examinar melhor.
      Ela ficou envergonhada e parou de ser malcriada.
      Todos os amigos de Doroteia estavam preocupados e queriam notícias dela. Doutor Caracol explicou:
      — Topadas com os pés da frente dos dois lados. Unha encravada no pé número 18 do lado esquerdo e no 27 do lado direito. Calos nuns 35 pés do lado direito e nuns 42 do outro lado.
      — Que horror! Coitadinha! E por quê?
      — Sapatos apertados. Ela até hoje usa os sapatos que botou no dia em que aprendeu a andar. Já deixei com ela a receita de sapatos novos. Bem até logo.
      E foi embora.

MACHADO, Ana Maria. Coleção Batutinha.

 Subprojeto PIBID - Curso de Licenciatura em Pedagogia - Universidade Estadual de Goiás (UEG) Câmpus Quirinópolis, Goiás. Fonte: Diário de Campo, 2014. PIBID - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - CAPES - Brasil. Coordenadora de Área: Andreia Cristina da Silva.


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